Home SuperDicas Pet: um presente no Dia das Crianças que exige muita responsabilidade

A mistura entre animais de estimação e crianças sempre funciona muito bem. Uma prova é que muitos pequenos costumam ganhar em 12 de outubro, Dia das Crianças, o pet tão sonhado. Nenhum problema, mas atenção! Os animais são seres conscientes e não devem ser tratados como objetos.

Em primeiro lugar, pense na responsabilidade deste ato de presentear o seu filho com um pet. Delegar a tarefa de cuidar do animal como condição para ganhar o “presente” não é o melhor caminho. No final das contas, todo o trabalho será feito mesmo pelos próprios pais, pois não dá para jogar na conta das crianças toda esta responsabilidade.

“Antes de presentearem as crianças com um animal de estimação, em vez de qualquer outra lembrança, os adultos precisam estar conscientes de que ter um animal em casa implica em assumir responsabilidades”, recomenda o médico veterinário Marcello Roza, representante do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

Se o adulto decidir levar o pet para casa, alinhando isso à vontade do filho de ter um animal como companheiro, uma boa recomendação é consultar um médico veterinário para auxiliar na escolha, observando uma série de aspectos como características da raça, o espaço disponível e os cuidados necessários para manter sua saúde sempre em dia.

“O objetivo é orientá-los sobre a espécie animal mais bem adequada ao perfil da família e à faixa etária da criança. Há residências com pessoas idosas que não conseguem conviver com animais que fazem muito barulho”, exemplifica Roza.

Outros elementos também são importantes nesta relação com o animal, como carinho e atenção. O médico veterinário cita como exemplo os cachorros de companhia, que requerem mais interação, pois sem isso correm o risco de sofrer depressão. A vantagem dos gatos é que eles são mais independentes.

“Existem espécies que demandam menos exigência no que diz respeito à alimentação, são facilmente condicionáveis a urinar e defecar em locais pré-definidos em casa e conseguem se adaptar a períodos de tempo maior de ausência sem o proprietário”, explica Roza.

A longevidade do animal é outro ponto que deve ser considerado, pois esta é uma relação que pode levar muitos anos para uma família. Muitos animais vivem mais de 10 anos, o que exige um longo tempo de dedicação. Ou seja, é bom ter a certeza que, além das crianças, todos integrantes da família estão de acordo com este “presente”.

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