Home SuperDicas Muito além das “sete vidas”

Nutrição adequada, castração, acompanhamento veterinário e avanços na ciência nos últimos anos prolongaram a expectativa de vida dos gatos domésticos. Na Europa e nos Estados Unidos, o tempo médio de vida de um gato é de 15 a 16 anos. No Brasil, apesar da carência de dados, não é incomum encontrar relatos de gatos que chegaram aos 20 anos. Com isso, é importante conhecer as necessidades específicas dos gatos idosos para ajudá-los a enfrentar os efeitos da idade avançada.

Envelhecimento não é doença. É um processo fisiológico irreversível que faz parte da vida de todo ser vivo. Para que um gato envelheça com saúde, um dos principais fatores é a alimentação adequada. Cada caso é particular, e só o Médico-Veterinário pode indicar o melhor alimento para as necessidades de cada gato.

Os sinais da idade podem aparecer a partir dos sete anos. Alguns podem ser facilmente identificados pelo proprietário, enquanto outros só ficam evidentes para o Médico-Veterinário com ajuda de exames. Por isso, é importante fazer check-ups anuais após os sete anos de idade.

Alimentação adequada

A partir dos sete anos, a maioria dos gatos normalmente envelhece sem apresentar sinais visíveis. Isto significa que ele continuará alerta e ativo, embora seu organismo inicie o processo de envelhecimento. Além disso, no caso dos gatos castrados, existe risco de ganho de peso devido à redução de sua necessidade energética e ao aumento da ingestão voluntária de alimentos.

Uma alimentação com a quantidade de nutrientes adequados, energia ideal e enriquecida com antioxidantes poderá ajudar o gato a manter sua vitalidade por mais tempo. Ademais, é importante que o alimento também contribua na diluição da urina, criando assim um ambiente desfavorável à formação de cálculos urinários, os quais se tornam comuns após a castração.

A partir dos 12 anos, os sinais de envelhecimento podem mais ficar visíveis, como, por exemplo, o surgimento de pelos grisalhos. Nesta fase, o importante é manter o gato em forma, já que ele ficará mais sedentário, e estimular o seu apetite como forma de evitar a perda de massa muscular.

Sinais de envelhecimento

O desgaste das articulações, consequência natural do envelhecimento, dificulta a mobilidade e os gatos costumam evitar subir escadas e móveis. Ao mesmo tempo, o período de sono e repouso pode aumentar notavelmente, com alterações nos horários de sono e vigília.

Para maior conforto, o gato vai procurar algum cantinho tranquilo e de fácil acesso para repousar, de preferência perto de uma fonte de calor, como uma janela ensolarada.

Os gatos idosos, normalmente, ingerem menos água. Este fator, associado ao aumento da necessidade de líquido, aumenta o risco de desidratação e comprometimento da função renal. Além disso, ocorrem alterações gastrintestinais que interferem na capacidade de absorção de nutrientes e na consistência das fezes.

 Envelhecimento cerebral

Gatos idosos também podem apresentar sintomas de disfunção cognitiva devido ao envelhecimento cerebral. A perda de capacidade de reconhecer o ambiente, representada por eventos como urinar fora da caixinha, procurar o comedouro e miar sem justificativa, pode ser um sinal de envelhecimento cerebral. É importante que o Médico-Veterinário avalie se essas mudanças comportamentais são somente decorrentes do envelhecimento.

O envelhecimento cerebral também causa perdas sensoriais, como de paladar e olfato. Estes fatores, associados ao enfraquecimento e consequente perda dos dentes, pode tornar a alimentação mais difícil.

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