Home Artigos Brasil perde posição no ranking mundial do mercado pet

Previsões da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) indicam que, em 2015, o setor atingirá R$ 17,9 bilhões em faturamento, um aumento de 7,4% sobre 2014. Os responsáveis pelo montante são os 132,4 milhões de animais de estimação. Deste total, 52,2 milhões são cães, 37,9 milhões aves, 22,1 milhões gatos, 18 milhões peixes ornamentais e 2,21 milhões pequenos animais, como répteis e mamíferos. Os números de pets são de um levantamento de 2013, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A região Nordeste é a que tem o maior número de gatos, com mais de 7.380 milhões desses animais, seguida pelo Sudeste, com cerca de 7.200 milhões. Cada uma delas representa 33% da população de felinos, seguidas pelo Sul (19%), Norte (8%) e Centro-Oeste (7%). Os cães estão concentrados no Sudeste (40%) e São Paulo é o estado com o maior número, mais de 10.550 milhões.

População em área rural

Depois vem Minas Gerais, com quase 6 milhões e, em terceiro lugar, Rio Grande do Sul, com cerca de 5,2 milhões. A segunda maior região é o Sul, com 23%, seguida pelo Nordeste (20%), Centro-Oeste (9%) e Norte (8%). O Sudeste lidera o ranking de aves, com 40% da população nacional. Depois estão Nordeste (26%), Sul (21%), Norte (9%) e Centro-Oeste (4%). O Sudeste ainda concentra mais da metade dos peixes ornamentais do Brasil (63%). Em seguida, estão Sul (20%), Nordeste (7%), Norte (6%) e Centro-Oeste (4%).

É importante ressaltar que, entre todos os domicílios brasileiros localizados na área rural, 65% têm pelo menos um cachorro, enquanto que a proporção de lares com ao menos um cão na zona urbana é de 41%. Em média, há 1,8 cão por domicílio. No Sul, 58,6% dos lares, ou seja, 28.9 milhões têm esse animal, enquanto no Nordeste são 36,4%. Em 2013, 44,3% das casas brasileiras tinham esse pet.

Brasil em quarto lugar em números de animais de estimação

Hoje, no mundo há 1,56 bilhão de animais de estimação. O Brasil permanece o 4º maior. Em primeiro, está a China, com 289 milhões, e depois vêm Estados Unidos com 226 milhões e Reino Unido, com 146 milhões. No entanto, somos o segundo em população de cães e gatos, atrás dos Estados Unidos (74,1 e 73,6, respectivamente) e o 10º no ranking de peixes ornamentais.

Mesmo com este contingente, em 2014 o País caiu uma posição no ranking mundial e está atrás dos Estados Unidos (41,8%) e do Reino Unido (6,5%), com 6,3% do mercado mundial, que movimentou U$ 100,4 bilhões, um crescimento de 4,1% sobre 2013. Em 2015, esta distribuição deve permanecer. A previsão é que os Estados Unidos tenham 41,7% do faturamento de U$ 104,4 bilhões, o Reino Unido 6,4% e o Brasil, 5,4%. A queda é devida à alta do Dólar sobre o Real.

Pet Food tem maior fatia do mercado

A maior fatia do faturamento nacional ainda é de Pet Food (alimentos, snacks e bifinhos), que chegará a 67,4% este ano, seguida por 17% de Pet Serv (comércio e serviços), 8,1% de Pet Care (equipamentos, acessórios e produtos de higiene e beleza) e 7,5% de Pet Vet (medicamentos veterinários).

Em 2015, as exportações devem atingir quase U$FOB 605 milhões, o que significa 21,6% sobre 2014, quando foram vendidos cerca de U$FOB 497 milhões. Quanto às importações, ano passado o Brasil fechou com U$FOB 4,9 milhões, e este ano o País comprou no primeiro trimestre U$FOB 1,7 milhão. A carga tributária segue como o maior gargalo do mercado. A cada R$ 1 pago pelo brasileiro em produtos pet, R$ 0,50 são impostos.

Fonte: Abinpet

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